Drummond: A brincadeira como revolução

drummonlindinho

Texto de Danilo Lago

Infectados pelo vírus da guerra. A saliva é pólvora, o olhar escopeta. Nos matamos em cada esquina, em cada diálogo sepultado, em discussões que poderiam ser finalizadas com apertos de mão. Mas os revólveres sempre estão engatilhados.

Olho por olho, dente por dente, horizontes amputados. Em meio a tal cenário bélico, abrir um livro é um ato revolucionário. E eu o abri bem numa crônica subversiva, numa guerrilha de palavras, chamada “Vamos brincar”.

Nela, o poeta e escritor Carlos Drummond de Andrade faz apologia de um dos maiores atos revolucionários da vida: Brincar. Nunca se esqueçam, as brincadeiras são perigosas:

E adotemos não somente os jogos com fumaças cerebrais, que estão na moda, mas também a amarelinha, o chicote-queimado, o tempo-será, a gata-parida, ocupações deliciosas que tiram todo o tempo e prazer de guerrear.

Fonte: Andrade, Carlos Drummond de. De notícias e não notícias faz-se a crônica. Rio de Janeiro. Record, 2007.


Danilo Lago é aspirante na teologia e pescador na literatura. Sabe que é mais fácil começar uma briga do que um texto. Para conhecer mais:

Página: https://www.facebook.com/cronicacinzenta/?fref=ts

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